"Eu era uma vez quase uma ave. Era que eu sei. E quase voava.Ou voavam os meus olhos. Voavam sim. Não se cansavam de alto,
de longe, de mais azul. Pediam, pediam tanto. Suplicavam.
Eu era uma vez quase uma ave. E tanto desejei, tanto sonhei,
que me desenhaste uma asas de ir e eu nunca mais voltei..."
Teresa Martinho Marques