Já está! Doeu, mas foi. Sabia que ia ser até à última hora a trabalhar, mas nunca pensei estar a pintar sapatos já depois do pano abrir... Obrigado ao Eduardo, ao João e à Elsa.
Todas as "histórias de sempre" têm um infindável número de significados; comparações com o ser humano, relações mãe e filho, buscas do outro lado do espelho, desprendimento das águas e por aí adiante. Mas ainda não consegui perceber porque raio haveria uma carocha de casar com um rato.
Quando estou cansado de desenhar, vou desenhar para descomprimir. Quando estou cansado de costurar, vou bordar para descomprimir. O senhor do talho, quando está cansado de cortar carne, não vai cortar carne para descomprimir. A operária fabril, quando sai do trabalho, não vai para casa montar peças. Às vezes sinto-me um privilegiado... Às vezes sinto-me muito sozinho... Às vezes sinto-me esgotado... Às vezes queria parar só um bocadinho...
Tenho andado com uma dúvida, e só hoje, com uma gripe em cima e o dever de estar sossegadito na cama, me dei ao trabalho de ir procurar a resposta. Acho que toda a gente sabe que não é raro as fêmeas serem bem maiores que os machos em variadíssimas espécies animais. Problema: Na peça “Estranhões e Bizarrocos” aparecem dois cavalos-marinhos. Um macho e uma fêmea. Dúvida: A fêmea é maior ou mais pequena? Resposta pura e dura: “Se procuras um macho para carregar com os teus ovos, é bom que ele tenha o teu tamanho, ou muitos se irão perder.” Resultado: Paciência. Neste caso a fêmea vai ser mais pequena.
Foto de Rita Sofia, durante o ensaio da peça "Estranhões e Bizarrocos", a estrear dia 1 de Março. Tem sido uma aventura desde que meti na cabeça que sei costurar...