05 maio 2007

Perdigão


Perdigão que o pensamento
Subiu em alto lugar
Perde a pena de voar
Ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha:
Não há mal que lhe não venha
Perdigão perdeu a pena.
Quis voar a uma alta torre
Mas achou-se desasado
E vendo-se depenado,
De puro penado morre.
Se a queixumes se socorre
Lança no fogo mais lenha:
Não há mal que lhe não venha
Perdigão perdeu a pena.

Luís de Camões

03 maio 2007

Tabaco V


Bora ser fundamentalista?...

Tabaco IV


Vendas

Perguntaram-me se estas imagens que tenho no blog são para vender... A idéia não era essa. Algumas destas imagens são esboços de trabalhos que já fiz ou estou por fazer. É o caso do "Alfredo", que está pintado na parede do quarto de um menino. O que tenho para vender imediatamente são estes quadrinhos para criança.
Faço trabalhos por encomenda, mas fica para outro post.

Saudades de Lavanda

Lembras-te?

Tabaco III

Se as pessoas soubessem que eu ouço TUDO, quando estou a desenhar...

02 maio 2007

Ansiedade II...

... e é vento interminável. E dói.

Ansiedade...

... é uma coisa que rebenta do meu peito, que me faz acordar angustiado, que toma conta de mim, que não me deixa descansar, que não me deixa raciocinar, que não me deixa tomar decisões, que não me deixa encontrar um caminho, que me imobiliza... e nunca se vai embora...

Tabaco II


Tabaco

Acabaram com o meu maior prazer! Fumar e desenhar no café.

"A proposta de lei anti-tabaco que o parlamento discute esta tarde, poderá obrigar os proprietários dos milhares de cafés e restaurantes com menos de cem metros quadrados a assumir um papel ingrato: denunciar os seus próprios clientes fumadores."

Sandra Moutinho-Lusa in Açoriano Oriental

Alfredo


Mulher e pombo


01 maio 2007

Segredos


"Meu amor, porque me prendes?

Meu amor, tu não entendes,

Eu nasci para ser gaivota.

Meu amor, não desesperes,

Meu amor, quando me queres

Fico sem rumo e sem rota.

Meu amor, eu tenho medo

De te contar o segredo

Que trago dentro de mim.

Sou como as ondas do mar,

Ninguém as sabe agarrar,

Meu amor, eu sou assim.

Fui amada, fui negada,

Fugi, fui encontrada,

Sou um grito de revolta.

Mesmo assim, porque te prendes?

Foge de mim, não entendes?

Eu nasci para ser gaivota. "

Paulo Valentim

Uma "nota" só...

Por hoje fica só uma nota, para ensaio.